Blockchain: o que é e como ela pode impactar o mundo?

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março 16, 2020

A história da Blockchain
Em 2008, após a crise econômica mundial, Satoshi Nakamoto publicou um estudo onde explicava como aplicar o sistema peer-to-peer para eliminar os intermediários nas transações financeiras. Nascia então o Bitcoin e a tecnologia Blockchain.

Não se sabe ao certo quem é a pessoa ou grupo por trás do pseudônimo Satoshi Nakamoto, mas o Bitcoin se tornou em pouco tempo um ativo de muito valor. Em dez anos, mais de três mil novas criptomoedas surgiram e a tecnologia Blockchain virou objeto de estudo ao redor do mundo.

O primeiro uso da Blockchain
O primeiro uso da Blockchain não monetário ocorreu, ironicamente, no dia do nascimento do Bitcoin. Quando da mineração do primeiro bloco da Blockchain (bloco gênese), no dia 3 de janeiro de 2009, Satoshi Nakamoto incluiu uma mensagem que nada tinha a ver com a transação de criação de 50 Bitcoins. Nela estava escrito: “The Times: Chanceler à beira de um segundo resgate aos bancos – The Times – Chancellor on brink of second bailout for banks. “, simplesmente a manchete do jornal britânico “The Times” daquele dia.

O que é Blockchain?
Blockchain é um tipo de arquitetura de rede distribuída onde não é necessário um servidor central. Todos os computadores são interligados, funcionando como receptores e servidores de dados compartilhados ao mesmo tempo.
Blockchain é sinônimo de segurança e confiança que são alcançadas por meio da criptografia e de um conjunto de regras que incentivam o comportamento honesto dos participantes.

Quando o Bitcoin foi criado, o termo Blockchain não existia. Como o funcionamento do sistema se dá em blocos,  o mercado passou a chamá-lo dessa forma.

A tecnologia Blockchain nada mais é do que um livro de razão pública (ou livro contábil) que faz o registro de uma transação de moeda virtual (a mais popular delas é o Bitcoin), de forma que esse registro seja confiável e imutável.

Por definição, são sistemas abertos em que qualquer usuário pode acessar sem necessidade de permissão ou licença prévia.

Ou seja, a Blockchain registra informações como: a quantia de Bitcoins (ou outras criptomoedas) transacionadas, quem enviou, quem recebeu, quando essa transação foi feita e em qual lugar do livro ela está registrada. Isso mostra que a transparência é um dos principais atributos da Blockchain.

Como os dados são armazenados?
Ela armazena as informações de um grupo de transações em blocos, marcando cada bloco com um registro de tempo e data. A cada período de tempo (10 minutos na Blockchain), é formado um novo bloco de transações, que se liga ao bloco anterior.

Como é formada a rede?
Os blocos são dependentes um dos outros e formam uma cadeia de blocos (por isso o nome: Blockchain). Isso torna a tecnologia perfeita para registro de informações que necessitam de confiança, como no caso de uma transação de Bitcoin e outras criptos.

A rede da Blockchain é formada por mineradores que verificam e registram as transações no bloco.

Para que isso seja possível, os mineradores emprestam poder computacional para a rede. Como incentivo para tornar a rede sustentável e mais segura , eles recebem uma recompensa em moedas digitais.

Bitcoin e Blockchain: como funciona?
Pode parecer muito complexo à primeira vista, mas entender como funciona a Blockchain não é algo tão difícil. A tecnologia é bastante inovadora e é uma das razões pelas quais o Bitcoin ganhou as graças dos investidores mundo afora.

A palavra Blockchain já entrega parte do processo: como dissemos, ela é uma cadeia de blocos. Cada bloco é formado por várias informações sobre as diversas transações e possui uma assinatura digital única, chamada de hash ou proof of work. Essa assinatura funciona como uma impressão digital do bloco e proporciona mais segurança ao processo, já que tudo é criptografado.

Essa hash funciona como um elo de ligação entre os blocos, já que um bloco carrega sua própria hash e também a hash do bloco anterior. Com isso, vai se formando a cadeia, que liga vários blocos de informação entre si.

Os responsáveis por reunir as informações em blocos e juntar um bloco ao outro são os mineradores. É provável que você já tenha ouvido falar deles, não é? Essas pessoas, através de suas máquinas, reúnem as transações que ainda não foram inseridas em um bloco e as adicionam à Blockchain com a hash certa.

Cada bloco possui uma capacidade máxima e é criado em um ritmo constante, como uma batida de uma música ou de um coração. No caso do Bitcoin, são adicionados novos blocos à rede a cada 10 minutos aproximadamente.

Assim sendo, só depois de um bloco inteiro ser preenchido e verificado é que uma quantidade da moeda pode sair da carteira virtual do usuário que vendeu e passar para a carteira de quem comprou.

Se estiver logado na rede, você poderá ver a criptografia referente a essa mesma transação. Porém, sem conseguir ver a identidade dos envolvidos nem alterar esse processo. Como esses blocos são selados por códigos criptográficos bastante complexos, poder computacional para quebrar esse código é muito alto, e o custo de energia também é elevado para prover esse poder computacional, é muito mais viável trabalhar em favor da rede, do que tentando trabalhar contra, sendo praticamente impossível violá-los e adulterar as informações contida neles.


Como a transação é validada?
O minerador só pode adicionar uma transação no bloco se uma maioria simples (50%+1) da rede concordar que aquela transação é legítima e correta. O nome disso é o consenso da rede Blockchain.
Duas cadeias de blocos podem ser formadas ao mesmo tempo, o impasse será resolvido quando a rede precisar escolher uma das cadeias. No final, ganha a cadeia que tiver a maior quantidade de trabalho.

 

A segurança e a Blockchain
Basta entender que a fonte da segurança do sistema reside em quatro pilares: as regras do protocolo (o conjunto de incentivos), a rede descentralizada, a criptografia e a força computacional investida na rede. Esses fatores são responsáveis por fazer da Blockchain um registro de dados que funciona de forma ininterrupta, há mais de nove anos, sem jamais ter sido violado ou corrompido de nenhuma forma.

Benefícios da tecnologia Blockchain
Um dos principais atributos da Blockchain é a sua incrível imutabilidade. Uma vez registrada uma transação em um bloco, uma vez inserida alguma informação qualquer, é computacionalmente impraticável de adulterá-la ou removê-la da Blockchain.
Essa propriedade, a imutabilidade, pode ser aproveitada em diversas outras aplicações, como: o que queremos dizer com notorização digital?
Comprovação de existência de documentos ou contratos (serviços de cartório por exemplo), prova de autenticidade.

Outros usos da Blockchain
Atualmente, bancos e empresas de tecnologia, como a Microsoft e a IBM, já têm suas próprias iniciativas para desenvolver soluções próprias em Blockchain.
Porém, outras frentes, também têm usado o Blockchain para um bem comum. É o caso da Agora, uma fundação que estuda a aplicação da tecnologia em processos eleitorais, para governos e instituições. O objetivo é evitar fraudes e tornar o processo mais ágil.

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