Cenário econômico semanal UZZO

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março 21, 2020

Esta semana começou bastante conturbada para a economia global.
As diferentes bolsas de valores pelo mundo, tiveram grande quedas ao decorrer da semana, a bolsa de São Paulo (Ibovespa), caiu mais de 18%, sendo o pior cenário semanal desde outubro de 2008.

Com tombos fortes nos principais índices financeiros, tanto em São Paulo como em Nova York, os negócios nas bolsas de valores tiveram que ser interrompidos, acionando o chamado circuit breaker, na busca de frear esse ritmo de queda.

A moeda americana chegou a ser negociada a R$ 5,20, pela primeira vez na história.

Outro indicador extremamente relevante em nossa economia, é a cotação do petróleo, que por sua vez teve sua cotação caindo abaixo dos US$30, representando uma queda de 25%.

O preço do petróleo foi abalado não só pelo surto de COVID-19, mas também pela guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia em uma verdadeira queda de braço.

E todo este cenário fecha a semana com uma tentativa de viés um pouco mais promissor, após a um anúncio do pacote de recuperação econômica, anunciado pelo presidente dos EUA, com a injeção de US$ 700 bilhões, distribuídos entre programa de liquidez (compra) para títulos do tesouro americano e valor hipotecários.

No Brasil, diversos setores começam a sentir o impacto diretamente, o primeiro foi o setor aéreo que já tem corte total de 70% de suas operações, uma queda de 90% em voos internacionais, sem dúvidas um dos setores mais afetados, onde o Governo Federal já anunciou em pacote de medidas, apoio direto que vão desde o crédito para financiamento de possíveis dívidas, ao apoio no pagamento de salários dos colaboradores. Cenário que deve ser discutido com cada companhia.
 
Plano do governo contra coronavírus injetará R$ 169,6 bilhões na economia, pelos próximos três meses, que estão distribuídos em diversas medidas.

Já a China, o primeiro epicentro do Coronavírus, sofreu choques duros nos primeiros meses de 2020, no entanto, esta semana já se pode notar a retomada de atividades do mercado Chinês, a redução nas restrições à circulação de pessoas em Hubei, reativando a  economia visando permitir a retomada ao trabalho em empresas com urgência de produção.

Com este conjunto de ações do Governo Brasileiro, fortes ações do Governo Americano e claro indicativos de uma real retomada de ritmo da China, os mercados responderam imediatamente, com a bolsa de São Paulo abrindo com uma sensível recuperação, Nova York também nesta sexta-feira, porém ainda sem nenhum sinal claro de recuperação estável e partindo para o final de semana fechando em queda e num cenário de dúvidas.

Falando de Criptoeconomia
A recuperação gradual da China reflete diretamente na criptoeconomia que começou a semana em baixa, mas que ganhou força nesta quinta-feira com o Bitcoin quebrando a barreira dos R$30.000,00, porém fica claro que a criptomoeda enfrenta um grande teste: qual a verdadeira capacidade de ser um porto seguro e um ativo estável em momentos de crise como essas.

O que vimos até o momento é: o Bitcoin tem sido tão volátil quanto qualquer outro ativo na economia. Porém, com seus diferenciais e ressalvas, já que a criptomoeda foi criada justamente na crise de 2008, sem emissão arbitrária de ativos, sem inflacionar o mesmo.

Enquanto o FED injeta trilhões na economia americana, as bolsas (Ibovespa, Dow Jones, e NASDAQ) permanecem instáveis. 

Está aí, o Bitcoin foi criado para esses eventos, as redes criptografadas não necessitam de resgate, apenas de servidores para executarem, verificarem e concluírem suas transações. 
Portanto, Bitcoins são emitidos de forma controlada, produção em massa não ocorre com esse ativo, o aumento da sua oferta é decrescente e previsível.
Isso não simboliza um final, pelo contrário, pois a consistência da criptomoeda é a cada dia um novo começo. Em teoria funcionaria bem, mas na prática é como dissemos acima, está em teste em sua primeira grande crise mundial pós criação. Ao final do dia, ou melhor, da semana, podemos dizer apenas que ainda há alguns capítulos para concluirmos de fato o caminho da criptoeconomia e seu impacto sob a economia mundial.